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via (sociedade dos poetas amigos) |
O amor está em todo o lado. Músicas, filmes, literatura e... de boca em boca. Mas será que entendemos o que o amor é? Será que acreditamos no “amor puro, ilimitado e altruísta”?
Sentimento. Bioquímica. Romantismo. Hormonas,
neurotransmissores, feromonas, impulsos eléctricos. Magia. Atracção. Vida, felicidade, partilha,
reconhecimento. Prazer. Liberdade. Comunidade. Poder. Colaboração.
Sustentabilidade. Infinito.
Ainda tenho muitas dúvidas sobre o amor. É físico ou
químico? Sentimento ou energia? Terrestre ou Universal?
Procuro dentro e fora de mim. Quebro definições, alio-me à
semiótica. Mas a linguagem é limitada. O amor não. Ciência, religião, senso
comum, cultura. Nenhuma me responde completamente.
E no entanto, eu sei a força que o amor tem. Como pode mudar
paradigmas. Como nos pode unir e tornar mais felizes. E essa força, que toda a
gente procura, não está noutro síto senão dentro de nós mesmos.
1 comentário:
Bem, vou recorrer a um poeta ilustre para dar uma definição do Amor.
Talvez seja apenas mais uma entre tantas, mas não perde sua força própria:
Amor é fogo que arde sem se ver
Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;
É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder;
É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata lealdade.
Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?
Luís de Camões
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