quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

pontos de natal e tipos de ano novo


Já fiz o meu cartão de boas festas! Como podem ver.

Para os leigos no mundo do design, e tipográfico, é necessário uma pequena explicação. Aqui vai:

Eu sou uma eterna criança, assim o que eu mais gosto de fazer é de brincar. E olhem que eu brinco com tudo... (lembram-se da vírgula?, até o sinestesia é jogo de palavras!). Desta vez foi com os tipos de letra.

As fontes utilizadas foram (de cima para baixo e da esquerda para a direita): Comic Sans, Delicious, The King & Queen, Caviar Dreams, English, Arial e Helvetica Neue LT.

O Comic Sans, tal como a Helvetica, está rodeado de ódio e paixão. Os designers abominam-na, os que não percebem nada de fontes adoram-na. É fofa e engraçada, só. Foi criada para um cão falante do Windows, isso basta.

O Delicious é self explanatory, as minhas férias serão deliciosas com certeza. O tipo de letra The King & Queen faz-me lembrar a neve, mas em Viana não existe tal clima, excepto no ano de 1986 e 2008. Lamborghini Murciélago é o meu carro de sonho. Nunca vi neve a sério (tive azar sempre que fui à Estrela ou ao Caramulo) e duvido que algum dia tenha a sorte de guiar um Lamborghini...

Quanto à Helvetiva (o resto vocês percebem) foi criada por um sueco. É considerada o tipo de letra perfeito porque se adequa a todos os contextos. A Machintosh inseriu-a como uma das fontes predefinidas do seu sistema operativo e a partir daí surgiu a Arial.

Muita gente pensa que Arial e Helvetica são o mesmo tipo de letra. Não são. Uma é original (a helvetica), outra é cópia (a arial). Se olharem para o "a" podem ver uma das diferenças destas duas fontes.

A Arial foi criada quase 20 anos depois e utilizada pela Microsoft (eterna rival) no seu sistema operativo. Para saberem mais leiam o artigo do I Love Typography (ILT).

Assim sendo, preencham o vosso Natal e o ano que aí vêm com as palavras que vivem no vosso coração. Partilhem-nas; multipliquem-se. E nada de segundos sentidos...

Boas festas!!!

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

sounzzz

Encontrei o melhor exemplo de sinestesia possível: a tecnologia que ajuda os surdos a sentirem, verem e ouvirem a música. Claro que até os não-surdos a podem utilizar.

Estou a falar de sounzzz, para saberem mais visitem este blog.

E já agora o meu trabalho. Não tive tempo de fazer as tais modificações (sou uma rapariga demasiado ocupada ;) ). Mas se estiverem interessados podem fazer o download do sinestesia aqui e depois colocarem nos comentários a vossa opinião (eu agradecia).

Hoje encontrei um outro site relacionado com os outros dois (cymbolism, COLOURlovers) que sustentaram a minha abordagem ao universo da cor: o Color Suckr do Flickr.

Esta ferramenta permite-nos, através de uma imagem ou site, ver as 12 cores mais utilizadas em formato hexadecimal (Pantone), RGB ou web safe, se quisermos também poderemos vê-las num esquema. Pena não disponibilizar igualmente no formato CMYK.

Os esboços para a reformulação do pingos de tinta também já foram feitos. :) Os curiosos que dêem aqui uma espreitadela (e comentem!). O Nuances, não sei se ainda se lembram dele, é o próximo projecto a ser terminado.

Mais sobre cores num próximo post! Quanto ao Natal...falamos amanhã.

P.S. Desculpem lá estes links todos...e a actualização (demasiados erros...)

domingo, 13 de dezembro de 2009

bookbird

Pássaros e peixes são animais aos quais nunca dei muita importância. Talvez por não saber comunicar com eles. Porém adoro ver fotos destas duas espécies. Especialmente devido às suas fantásticas cores.

É neste site, que ninguém deveria deixar de ver, que me vou inspirar na reformulação do meu Sinestesia.

São fotos de aves, claro está, de Andrew Zuckerman. Adorei as cores, as texturas, a disposição...Magnífico!

sábado, 12 de dezembro de 2009

ever dream...

Os sonhos...

realizam-se em segredo, no inesperado.


imagino, planeio, projecto.

concentro-me. desabafo. troco ideias.

luto até esgotar as possibilidades da minha criatividade.


Quando não consigo, esqueço. dou um tempo. Foco-me num novo sonho.
E aí, quando já outros planos foram pensados, a realidade aproxima-se de mansinho com um presente na mão. Daqueles tão grandes e misteriosos que até temos medo de abrir.

Quando o desembrulhei nem quis acreditar. Esfrego os olhos uma vez mais. Limpo os ouvidos. o presente continua lá. Será real?

Sei-o daqui a 15 dias. Tudo começou num dia um de Janeiro. Um novo, belo e felicíssimo passo será dado noutro dia um de Janeiro. ano novo, vida nova...

Estou de mudanças!
digam lá se não é de génio...



via FRKNCNGZ.BLOG

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

sinestesia

O meu trabalho teórico para Comunicação Gráfica tem como temática a cor e a sua relação com as palavras. Isto porque a cor é um dos aspectos mais importantes a ter em conta ao realizar um trabalho gráfico.

Os sites COLOURlovers e Cymbolism foram o meu ponto de partida e apesar de já ter realizado, entregue e apresentado o trabalho a pesquisa não está nem perto de ter terminado.

Aprendi mais do que estava à espera. Talvez me tenha esquecido do meu lado poético quando escolhi o tema e me tenha focado somente na parte prática. Irónico é ter descoberto que a cor activa o hemisfério direito do cérebro: as emoções.

Mas o texto activa o hemisfério esquerdo: a lógica. Por isso é que é tão complicado realizar este teste.

Foi também a partir dessa quiz que surgiu a ideia para o título do meu trabalho: Sinestesia.

Sinestesia é uma doença que toda a gente possui em maior ou menor grau (o meu deve ser mesmo mínimo, gostaria de ser mais sinestésica: já explico porquê). A sinestesia é a «relação entre planos sensoriais diferentes». Uma música pode ser vista, uma textura pode ser ouvida, uma palavra pode representar uma cor.

Esta doença levou a forma como vemos o mundo, e a nossa própria mente, para uma outra dimensão. Estudou-se o cerébro de sinestésicos e elevou-se a doença à poesia, numa variação da metáfora. Ah! O saboroso toque do seu olhar...

Nos próximos posts vou incluir o meu trabalho (ainda vou limar algumas arestas), a bibliografia utilizada e o que aprendi até agora. E sempre que aprender algo novo, bem, aqui estará também.

Tenham um bom fim-de-semana!

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

logótipo



Aqui estão as minhas primeiras tentativas na reformulação do logo do pingos de tinta. Continuo a gostar mais do original...

Opiniões precisam-se. Obrigada.

(cliquem na imagem para ver melhor)

Moleskine!


Estou doente, mas feliz. Ontem recebi o meu primeiro Moleskine!

Agora estou pronta para os esboços do pingos de tinta e do seu cartão de visita.

Esperem notícias em breve! :)

sábado, 21 de novembro de 2009

pingos de tinta, parte 1.

Agora algo mais sério.

Para remodelar o pingos de tinta preciso de fazer primeiro uma mini-planificação. As tarefas são as seguintes:

- Estudo de tipos de letra (títulos, sidebar, corpo de texto, etc/serifada, não serifada) > dafont-revistas-outros blogs-illustrator

- Estudo de cor (criação de paletas) > COLOURlovers-a psicologia das cores de eva eller-illustrator

- Criação de um novo logo (?) > criar alguns esboços

- Selecção dos conteúdos e gadgets a apresentar

- Organização da página

..

Para já deixo-vos o esboço que fiz para a minha planificação do trabalho. No flash ainda não está completa.

Sou feliz.

Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo, e que posso evitar que ela vá à falência.

Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.

Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma. É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.

Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um "não". É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.

Pedras no caminho?
Guardo todas.
Um dia vou construir um castelo...

Fernando Pessoa

Um dos meus textos preferidos de Pessoa. Escrevo por cima de cada letra, palavra a palavra. Mas em vez de agradecer a Deus, agradeço à Vida e ao Amor.

Tenho a sorte de estudar numa Universidade a ele dedicada. Um dos meus autores preferidos.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Pingos de tinta apresenta... *inserir música do 20th FOX*


O blog pingos de tinta vem por este meio informar que não mais servirá apenas para os devaneios da sua autora.

Lembram-se quando eu disse que ia remodelar isto tudo? Não estava a mentir. No âmbito da disciplina de Comunicação Gráfica, o pingos de tinta será incluído no meu trabalho prático (que inicialmente seria apenas um cartão de visita).

O meu grande aliado nesta tarefa será o COLOURlovers (depois vejam os meus favoritos aqui) e a vossa opinião, se assim o desejarem. A partir de hoje grande parte dos posts vão estar ligados a esta nova fase. Vou incluir aqui todo o processo: esboços, inspirações, ideias, etc.

Pode ser que assim este espaço ganhe mais ânimo!

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

:)

Hoje queria falar-vos sobre muita coisa: as aulas de Estética e Comunicação Gráfica são uma constante inspiração. Como, no momento, não tenho muito tempo vou aqui deixar uma espécie de to-do list para que depois não me esqueça das minhas intenções.

A primeira está relacionada com um dos meus artistas preferidos, Banksy. Descobri-o num dos blogs que visito regularmente e hoje tive a sorte de folhear um dos seus livros (vão lá descobri-lo também que o gajo é genial). Nota mental: comprar mais livros relacionados com o design. (Se eu fosse rica comprava a Biblioteca do Congresso dos EUA...mas só por ser a maior do mundo.)

A segunda são os manifestos (o de Bauhaus e o First Things First - 1964 e 2000) que já tinha ouvido falar, mas que nunca tinha lido (shame on me). Bem, até à umas horas atrás.

Para finalizar queria deixar-vos com uma das citações do rapaz, mas são tantas e tão boas que se torna difícil escolher. Fica um saborzinho e o link para um deleite maior.

A lot of people never use their initiative because nobody told them to.




terça-feira, 10 de novembro de 2009

Det Sjunde Inseglet


Ou por outras palavras, O Sétimo Selo. 7 anjos, 7 trombetas. O Apocalipse.

Numa das primeiras aulas de Estética foi-nos proposto a visualização deste filme, mas só agora me obriguei a assisti-lo. O facto de ter sido realizado em 1956 não ajudou muito. Preconceitos...
É claro que se soubesse, previamente, a temática em que Bergman se focou tinha era corrido para arranjar o dito filme.

Exactamente, O Sétimo Selo fala sobre a minha mais mórbida (e terrífica) obsessão com uma invejada criatividade e de forma alguma angustiante. Ainda por cima a história passa-se na Idade Média, a minha época preferida.

Apesar dos conceitos abordados provocarem medo, desespero, revolta, insegurança, repulsa e até dor, mesmo esta sendo "somente" espiritual (uma das piores), as imagens são pacíficas, belas, subtis, trágicas e demoradas.

Além disso, o tema é intemporal. A existência, a morte, o medo, a religião são eternos; o seu mistério é eterno.

Mas de uma coisa eu sei: a morte é invencível, até no xadrez.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Ao Passar

Mob of God. Conheci-os recentemente no YouTube.
São portugueses com extremo bom gosto musical. Uma das suas influências é precisamente Manuel Cruz.
Gosto do som: Ao Passar é um dos meus favoritos também devido à poesia que lhe dá voz.
Ouçam e partilhem. O download é grátis, legal e vale muito a pena.

domingo, 25 de outubro de 2009

um trio

Um desejo: Caim.

Um desabafo: Tubo de Ensaio: "Edição de 22 de Outubro 2009 - O anúncio do Pingo Doce".

Uma música: The Best Of Times by Dream Theater.

Edit: Tenho de pedir mais desejos, este acaba de se realizar!

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Does Falling in Love Make Us More Creative?

Does Falling in Love Make Us More Creative?: "

Love has inspired countless works of art, from immortal plays such as Romeo and Juliet , to architectural masterpieces such as the Taj Mahal, to classic pop songs, like Queen's “Love of My Life”. This raises the obvious question: why is love such a stimulating emotion? Why does the act of falling in love – or at least thinking about love – lead to such a spur of creative productivity?

One possibility is that when we’re in love we actually think differently. This romantic hypothesis was recently tested by the psychologists Jens Förster, Kai Epstude, and Amina Özelsel at the University of Amsterdam. The researchers found that love really does alter our thoughts, and that this profound emotion affects us in a way that is different than simply thinking about sex.

[More]"

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Arte/Beleza - Novo/Diferente

Hoje terminei de ler, ou mais precisamente estudar, A Obra de Arte na Era da Sua Reprodutibilidade Técnica de Walter Benjamin, escrito em 1955. A pior parte deste estudo foi dizer em voz alta a palavra "reprodutibilidade" sem me enganar. A melhor foi a oportunidade de escrever este post.

O texto, apesar da sua idade, ainda é bastante actual havendo uma frase que me fez parar para pensar. Até a destaquei em relação ao resto do conteúdo considerado importante.



(Cliquem na imagem para ver melhor)

Nesta frase(«Desfruta-se o que é convencional, sem criticá-lo; critica-se o que é novo, sem desfrutá-lo»), o autor refere-se somente à pintura, salientando que no cinema as reacções do consumidor são diferentes. Para perceberem leiam o primeiro parágrafo, porque eu não poderia explicar melhor que o próprio Benjamin.

Porém, não concordam comigo se eu disser que podemos estender este pensamento a muitas outras áreas da nossa vida? Principalmente as que estão relacionadas com os nossos valores, atitudes e princípios. Com a nossa educação.

Existem dois estudos realizados e filmados na América (um país que amo e odeio por várias razões) e que ilustram aquilo que eu pretendo dizer. Um deles é o Blue Eyed de Jane Elliot que apesar de ser altamente instrutivo também gerou grande polémica.



Para verem o resto sigam a sequência.

Após assistir o Blue Eyed questionei-me se seria inconscientemente racista apesar de, conscientemente, pensar o contrário. Fiz o teste realizado pela Universidade de Harvard aqui e até fiquei satisfeita com o resultado.

O outro vídeo é uma experiência com bonecos, e talvez já do vosso conhecimento:



Qual a relação do racismo com a frase? O medo do diferente, do novo e da mudança.

Recomendo mais uma leitura: Quem Mexeu no Meu Queijo de Spencer Johnson. No YouTube também existe uma versão animada.

Despeço-me com a minha frase preferida: Carpe Diem.

Piano Stairs

Vi este vídeo no Chega de Bagunça e gostei da ideia. Digo até que tem imenso potencial.



Eu uso sempre as escadas, por dois motivos: faço exercício e acabo sempre por chegar mais rápido ao topo. ;)

terça-feira, 8 de setembro de 2009

última vez

"Na última vez que caíres
Não te poderás levantar."
Foi escrito pelo teu primeiro grito
Na vida que irás amar.

Sonharás de noite em dia
Pelo duvidoso milagre
O desejo a ferver-te no corpo,
O medo querendo-te a vida,
A esperança, a alma, a alegria
No seu cheiro podre e acre

És o impossível
Com um impossível dentro de ti
O coração bate demasiado forte
Sempre que te lembras da Morte

Queres chorar
E aproveitar cada momento
Tudo parece pouco
Num destino com certo tormento

Queres parar,
Mas já não está nas tuas mãos
O teu pensamento controla-te
Custa-te a respirar

Transpiras e tremes
A tua alma grita
A tua boca geme
"Na última vez que caíres
Não te poderás levantar"...

Inspirada na canção do Foge Foge Bandido, Ainda pode Descer.

Excerto:

(...)
estive há dez minutos atrás da varanda
do meu quinto andar,
a observar a cúpula invisível entre o
céu e o enorme lego de betão
e a sentir-me um inquilino passageiro
desta pensão de uma estrela
perdida na imensa cidade negra a que
damos o nome de universo.
curiosamente parece que é o único
sítio que temos para passar a longa
noite que nos espera.
e é aí que eu saio para apanhar a
frequência.
como que a comer um ponto
e a cagar um verso
no meu prisma, a encaixar,
provavelmente no de outros feito um
filósofo de merda.
mas a vida é isso mesmo, um monte de
gente a fazer de conta que se entende
e ninguém sabe dizer o que viveu.
e por isso nos pedem que caminhemos
alegres para o precipício, sem
questionar,
porque estaremos sempre longe. mas
longe rapidamente fica perto
e perto rapidamente passa por nós. eu
não quero mandar-te para baixo,
mas eu seu que me entendes, tu também
tens medo de morrer,
toda a gente tem. só que normalmente
evocamos nomes de problemas
para nos convencermos que estamos
ocupados a resolver uma situação
importante
quando não tem importância nenhuma.
entretanto o tapete rola
e nós irritamo-nos com a
inevitabilidade, e nos nossos sonhos
dizemos:
-torna-me imortal! torna-me imortal!
eu não vou aguentar deixar de existir!
e é aí que eu entro para sair da
frequência, seduzir-te com os meus
sonhos,
tu não vês como empreendo? e como eu
mais um milhão de sonhadores leva com
ele muitos braços de outros,
acéfalos, na lotaria dos ideais,
descrentes, beijando o número do
bilhete.
mas quero dizer-te que a viagem é tua,
e eu não quero empurrar-te à força para a rua.
se eu falhar eu vou passar de deus a
carrasco, embalsamado e metido dentro
de um frasco,
para te lembrares da mentira, mas a
verdade é que ganhamos sempre.


Vídeo aqui e letra aqui.

Soube bem vê-lo no Noites Ritual, logo faço o upload do vídeo.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

HOME O Mundo é a nossa casa



Em breve retirarei as minha próprias conclusões. Preciso de ver o documentário mais umas duas vezes, pelo menos.

Edit: tive de mudar o endereço do vídeo, eliminaram aquele que eu postei. Este aqui representa apenas a primeira parte, para verem o resto por favor consultem o YouTube. Obrigada.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Outras tintas

Vou tentar com que fique assim:



Cliquem na imagem para ver melhor e digam-me qualquer coisinha.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

a resposta

"(...) calcula-se que a informação disponível se duplica em cada cinco anos - e, contudo, jamais esteve pior informado; isto é, todos esses dados isolados não chegam para constituir uma resposta cabal às necessidades vitais do homem . O paradoxo explica-se se tivermos em conta que, com frequência, todas essas informações são respostas a perguntas que ninguém formulou e que a ninguém interessam."

As Qualidades do Bom criador de Reportagens em Rádio. Revista RE, Dra. Susana Herrera Damas

quinta-feira, 4 de junho de 2009

vamos rir ou chorar?

Recentemente inscrevi-me no Shelfari para ter uma lista organizada de todos os livros que já li até ao momento e daqueles que um dia quero vir a ler. Já o tinha feito de uma forma mais arcaica num processador de texto, mas não é a mesma coisa.

Agora atribuo qualificação aos livros, dou a minha opinião, posso-me juntar a grupos de leitura, tenho disponíveis as capas dos livros e posso inserir todas as informações a ele relativas e que de outra forma seria demasiado trabalhoso.

Uma amostra dos meus livros favoritos está aí ao lado, nessa estantezinha. Ainda há muito livro que tenho de adicionar, o que vou fazendo à medida da minha memória.

A minha estadia lá levou-me a escrever este post:

Hoje, ao dar a minha opinião sobre um livro que detestei (O Segredo), reparei que era uma das poucas com esse sentimento de vazio e de ultraje. Como é que as pessoas conseguem ser enganadas tão facilmente? Como é que, em pleno século XXI, as nossas mentes são tão fechadas? Foi a passividade da televisão que nos pôs assim?

Porque é que vamos sempre atrás do mais fácil, em vez de procurarmos a informação, reflectir sobre ela, compará-la com outras e usarmos os conhecimentos adquiridos para atingirmos os nossos objectivos? Porque é que seguimos a primeira coisa que nos é dita e não vamos de encontro de aquilo que é fiável?

Porque é que a sociedade é idiota, burra, preconceituosa e sensacionalista?

O pior é que me deparo com este facto todos os dias: na faculdade, onde se quer a papinha toda feita e se pensa que se está na primária; nas comunidades sociais, onde existem uma grande quantidade de comentários insultuosos porque não se aceitam opiniões/gostos diferentes; em programas de televisão onde o Darwin é uma treta: afinal somos todos parentes de Adão e Eva, e "um macaco é um macaco e um homem é um homem".

Anda-se a ver muita TVI e pouco Discovery...

Já agora, se quiserem ver os livros que eu já li ou tenciono ler, adicionei o link aqui ao lado (secção "também estou aqui") para a minha conta no dito site.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Vergonha...

Não fazia ideia das dimensões da ignorância existente nesta terra...



Os Contemporâneos é que cada vez estão melhores. :)

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Mudanças

O meu blogue tem vida nova, está melhor assim?

terça-feira, 26 de maio de 2009


imagem retirada do site da autora

Depois de ler o blogue da wiccaa, também me deu vontade:

Joanne Harris é uma das minhas escritoras preferidas. Há 7/8 anos atrás a minha tia emprestou o Vinho Mágico à minha mãe, o título era convidativo, a capa também (edição ASA): comecei a lê-lo ainda antes de ela pegar nele.

No início custou-me, achei interessante a ideia de ser um vinho a falar, porém o monólogo pareceu-me aborrecido. Umas páginas mais à frente a autora surpreendeu-me, envolvi-me na história, nos cheiros e nos sabores e nunca mais de lá quis sair.

Li também, por esta ordem, o Cinco Quartos de Laranja, outro doce; Na Corda Bamba, o meu preferido, percorrido ao som de Luca Turilli e que foi uma das melhores experiências que eu já tive em questões de leitura; A Praia Roubada, o que menos gostei de Joanne e Chocolate, já tinha visto o filme, mas como não me lembrava da história acabei por rever os dois. O Chocolate li através do BookCrossing, aqui, os restantes foram igualmente emprestados pela minha tia.

Já há muito tempo que não leio nada dela, mas um dia. Garanto. Hei-de ter a colecção toda. Se tiverem algum livro dela que eu não tenha lido e me quiserem emprestar, não hesitem: venham aqui (eu posso emprestar outro em troca, basta irem à minha bookshelf e pedirem).

Dica: a ASA tem uma sala de leitura onde se pode ler excertos de livros, os de Joanne também estão lá. Têm é de se registar.

Para finalizar aqui fica um pequeno excerto do Vinho Mágico, não encontrei nenhum do meu favorito:

O vinho fala. Toda a gente sabe isso. Olhemos à nossa volta. Perguntemos ao oráculo na esquina da rua; ao conviva não convidado num banquete de casamento; ao tolo ingénuo. O vinho fala. Ventriloquiza. Tem um milhão de vozes. Solta a língua, arranca-nos segredos que nunca tencionávamos contar, segredos que nem sequer conhecíamos. O vinho berra, disparata,sussurra. Fala de coisas grandiosas, planos esplêndidos, amores trágicos e terríveis traições. Ri às gargalhadas. Ri suavemente entredentes. Chora perante o seu próprio reflexo. Abre o caminho a Verões de há muito tempo e a memórias que melhor seria esquecer. Cada garrafa um sopro de outros tempos, outros lugares; e cada uma, desde a mais comum Liebfraumilch até à imperiosa Veuve Clicquot de 1945, um humilde milagre. Magia do dia-a-dia, chamou-lhe Joe. A transformação de matéria simples no ingrediente dos sonhos. A alquimia do leigo.”

(...)

“As garrafas vazias contavam uma história diferente. Jay dizia a si mesmo
que bebia pela mesma razão por que escrevia ficção científica de segunda
categoria. Não para esquecer, mas para recordar, para reacender o passado e
encontrar-se aí de novo, como o caroço num fruto amargo. Ao abrir cada
garrafa, ao começar cada história, era com a secreta convicção de que residia
ali a poção mágica que o ressuscitaria. Mas a magia, tal como o vinho, precisa
das condições favoráveis para funcionar. Joe ter-lhe-ia dito isto mesmo. Senão
a química não acontece. O perfume estraga-se.


Boas leituras!

sexta-feira, 22 de maio de 2009

terça-feira, 19 de maio de 2009

Children Full of Life 5|5

Todos merecem uma escola assim. E talvez o mundo fosse melhor. Está na altura de aprender e mudar.

Children Full of Life 4|5

Children Full of Life 3|5

Children Full of Life 2|5

Children Full of Life 1|5

Um documentário excelente, inspirador, cheio de emoções e ensinamentos. Cinquenta minutos de significado e esperança.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Autumn Story

Mais um daqueles video-clips inspiradores. :)

Firekites - AUTUMN STORY - chalk animation from Lucinda Schreiber on Vimeo.

domingo, 26 de abril de 2009

Do Schools Kill Creativity? por Sir Ken Robinson

Passo muito tempo a inspirar-me com os vídeos do TED. Hoje mostro-vos um dos meus favoritos:



E então, concordam?

Sir Ken Robinson

quinta-feira, 23 de abril de 2009

pingos de música

Descobri hoje, através do Update or Die, um fantástico site: Pintando una Canción.

É de uma extrema criatividade e beleza e vale muitíssimo a pena uma visita. Podem depois consultar o site deles aqui.

domingo, 22 de março de 2009

Nuances

Sabem o que é o "Nuances"? É a junção de todos os meus poemas numa colectânea estilo e-zine.

Agora que ando um pouco mais virada para esse lado da criatividade, e sem querer deixar as palavras de lado, achei por bem alargar o sentido de ilustração.

O programa com que estou a trabalhar é o InDesign. À primeira vista parece mais complicado do que realmente é, principalmente quando não nos dão as instruções correctas...(por essa razão é que prefiro aprender sozinha).

Podem fazer o download aqui e ver o que eu já fiz até agora, críticas são bem vindas.

Obrigada.

terça-feira, 10 de março de 2009

Prólogo (de uma história ainda sem nome)

Pétalas amadurecidas em tintas de um fruto doce e carnudo raiam num desabrochar lento e aprazível nas trevas que já pouco preenchem este espaço. Espreguiça-se num sorriso. Primeiro a mão, depois a garra; cada feitio em seu lugar. Deixa-se agora abandonar o seu leito, completamente preparada para enfrentar um novo dia. Eu continuo enrolado nos lençóis, com um olho meio aberto e outro semi fechado.

As intermináveis perninhas solares saltitam por entre as fissuras da persiana norte não totalmente cerrada. Uma fileira delas acerta-me no olho e impede que faça da almofada o meu sustento. Sou obrigado a piscar os olhos para domesticar a claridade. Elas continuam vibrantes – como nada se tivesse passado – e empurram-se umas às outras nos jogos da fila indiana. As enfadadas insinuam-se à íris da bela orquídea, estão ternas e apaixonadas; imediatamente, entre desejos, desfazem-se em cristal.(Nestas alturas não me importava de ser mulher). Orquídea, num esboço prometedor, alegra-se a franzir os olhos, por alguns momentos, até se habituar à explosão matinal. Uma página em branco espera-a e ela floreia-a devagarinho. Tão serenamente como eu a vou apreciando.

Ao sentir-se preparada, iça o plástico rendilhado que tornava o quarto imune ao espaço e ao tempo e abre a janela para que a boca do mundo se encoste aos seus ouvidos. Seguidamente faz o mesmo à porta – janela que se situa do lado este do quarto, dando acesso a uma varanda.

Agora é que eu tenho mesmo que me levantar ou ganho a fama de preguiçoso. Com isto ganho um beijo e uns bons dias. Assim, até sabe bem acordar.

A cama desfeita é revelada e, num acto de vergonha, recompomo-la, não seja a nossa intimidade proclamada indesejavelmente.

Os lençóis purpúreos são envolvidos pelo negrume do edredão, onde se depositam duas almofadas também vestidas com um vermelho vivo.

A madeira negra compõe a cama e as mesinhas de cabeceira que a acompanham. Estas encontram-se encostadas à parede sul, para que a flor possa contemplar um novo dia sem perder o norte. Eu nem com a bússola me encontro.

Com a pálida camisa de seda dirige-se à casa de banho contígua a esta divisão. Eu aproveito para vestir o meu fato de treino azul-escuro ao mesmo tempo que imagino os inalteráveis e quotidianos passos de Ishtar. Abre a torneira metalizada deixando cair uns fios de água; diamantes da sobrevivência fundem-se no lavatório do luxo humano. Coloca o bem e o mal por baixo da nascente principesca e refresca a sua face adormecida. Repete esta série mais algumas vezes até ter a cara completamente límpida, a água benta do bem-estar. Na sua última lavagem demora-se um pouco mais a mirar o espelho sinuoso.

Foca-se nos seus olhos arbóreos e de retoques celestes, uns olhos que a toda a gente encanta. Que a mim me fascinam. Nesse desvelo vê a extensão dos dias, os mesmos dias que a tornaram no ser agora reverberado. Toca nos cabelos encaracolados e cheira-os na tentativa de retornar às memórias. Imito o seu gesto, mas assusto-me. O acre do meu odor dissipa a lembrança da delicada essência que a define. Nunca mudara de champô, jamais poderia perder a fórmula secreta da sua ingenuidade. O aroma a pêssego…não me esquecerei. Nunca.

A água continua a correr reflectindo o brilho que provém da janela. Os pensamentos também se lançam nos corredores da mente. As paredes incham e globalizam-se no obscuro. Os impulsos esbarram-se contra ideias e ideais, mas dão-se como espezinhados quando a orquídea se apercebe do seu esquecimento irresponsável. A mão fecha a nascente nos noventa graus que o possibilita.

Seguidamente abre a pequena janela que se encontra do lado oposto e o ar torna-se menos pesado com o chilrear dos pássaros. A fotossíntese do gesto troca o corpo pela alma.

Fantasmagórica, decide visitar a cozinha (ouço-a ainda assim), sonda um e outro armário sem encontrar o que deseja. Faz beicinho e carrega o sobrolho. Terá que se enfiar novamente naquele local a que chamam supermercado e que ela prefere apelidar de “mansão ilusória”, onde tudo é falso bem-estar e os bolsos estão lenta e constantemente a serem perfurados. Mesmo assim surge a respiração de uma fome que exige um corpo para viver.

Sai desta divisão e percorre o corredor até à sala, coloca som ambiente e, no bar, prepara dois cocktails de frutas e chama-me para que a acompanhe. Emergem ilhas de sabores corteses e aveludados.

A sala é a divisão oposta ao quarto e junta à casa de banho. Entra novamente nos nossos aposentos e pega nas chaves colocadas em cima da mesinha de cabeceira que se encontra do lado este. Dirige-se à varanda, abre a porta–janela com as chaves, no seu usual tilintar, e deita-se na sua espreguiçadeira, pousando o cocktail no chão. Eu limito-me a admirá-la. Resgato os seus passos sempre e em cada segundo que as suas pálpebras descansam.

A minha história

É, parece que a inspiração voltou. Assim tão sem mais nem menos como se tinha ido embora. Sei o porquê, mas este blogue não é o local certo para o revelar.

A partir de hoje vou colocar aqui, aos poucos, a história que comecei a escrever e que entretanto foi abandonada, mas nunca esquecida.

Já tentei escrever muitas histórias e nunca tive muita confiança nelas. Nesta tenho; vejo nela um potencial que não via nas outras. Mas depois vocês dizem-me.

Coloquei muito de mim nesses parágrafos, até mesmo alguns pedaços da minha vida(distorcidos, obviamente). Chego a inspirar-me com o que lá está, fui mesmo eu que escrevi? Às vezes parece-me demasiado bom, genial... desculpem-me a modéstia.

Lá falo da busca pelo sentido da vida, coisa de que ando sempre à procura, da repulsa à morte, e que por vezes me enlouquece, do desejo de conhecer (e até ser) tudo e todos.

É que uma história é a melhor maneira de desabafarmos aqueles sentimentos que até de nós queremos esconder, é a melhor maneira de sermos aquilo que realmente somos. Afinal quem é que distinguirá a ficção da realidade? Se nem as memórias e sonhos conseguimos separar daquilo que realmente aconteceu ou queremos que aconteça...

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

???

Afinal em que século vivemos?

Acho que falta um pouco de cultura neste país...

(cliquem no título)

:*


As estrelas apanham-se com beijos
E guardam-se no olhar.

27 Fevereiro 09

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Shhhh!...

Soprem o sol,
Dispam-lhe a luz.
O sonho quer ser inventado!

26 Fevereiro 09

domingo, 22 de fevereiro de 2009

A verdade não está cá em cima. Está lá em baixo.

uma cimeira pra ver
tomar um chá e esquecer
não é teu filho que está
na boca desse canhão
um prémio Nobel pra ti
promove a paz e sorri
vem amanhã ao meu show
e eu vou mostrar-te quem sou

ainda pode descer mais
os homens querem ver
se os homens querem pode descer

deus não me quer responder
mãe ajuda-me a ver o sentido da luta
nós fizemos tudo por tudo
contratámos os melhores filhos da puta

isso existe

isso existe mas nunca acontece
e do que só parece o coração desiste

isso existe

ainda pode descer mais
os homens querem ver
se os homens querem
pode descer mais

estive há dez minutos atrás da varanda
do meu quinto andar,
a observar a cúpula invisível entre o
céu e o enorme lego de betão
e a sentir-me um inquilino passageiro
desta pensão de uma estrela
perdida na imensa cidade negra a que
damos o nome de universo.
curiosamente parece que é o único
sítio que temos para passar a longa
noite que nos espera.
e é aí que eu saio para apanhar a
frequência.
como que a comer um ponto
e a cagar um verso
no meu prisma, a encaixar,
provavelmente no de outros feito um
filósofo de merda.
mas a vida é isso mesmo, um monte de
gente a fazer de conta que se entende
e ninguém sabe dizer o que viveu.
e por isso nos pedem que caminhemos
alegres para o precipício, sem
questionar,
porque estaremos sempre longe. mas
longe rapidamente fica perto
e perto rapidamente passa por nós. eu
não quero mandar-te para baixo,
mas eu sei que me entendes, tu também
tens medo de morrer,
toda a gente tem. só que normalmente
evocamos nomes de problemas
para nos convencermos que estamos
ocupados a resolver uma situação
importante
quando não tem importância nenhuma.
entretanto o tapete rola
e nós irritamo-nos com a
inevitabilidade, e nos nossos sonhos
dizemos:
-torna-me imortal! torna-me imortal!
eu não vou aguentar deixar de existir!
e é aí que eu entro para sair da
frequência, seduzir-te com os meus
sonhos,
tu não vês como empreendo? e como eu
mais um milhão de sonhadores leva com
ele muitos braços de outros,
acéfalos, na lotaria dos ideais,
descrentes, beijando o número do
bilhete.
mas quero dizer-te que a viagem é tua,
e eu não quero empurrar-te à força para a rua.
se eu falhar eu vou passar de deus a
carrasco, embalsamado e metido dentro
de um frasco,
para te lembrares da mentira, mas a
verdade é que ganhamos sempre.

Ainda pode descer.Adivinhem de quem: Manuel Cruz.

Inspirações/Expirações

Quando escrevo vem-me ao coração não só sentimentos, mas também memórias e medos. Principalmente sonhos e medos. Desejos.

Vêm-me livros, músicas, filmes, conversas. Vem-me Fernando Pessoa, E. E. Cummings, E. A. Poe. E Vergílio Ferreira, Manuel Cruz, José Régio, Miguel Esteves Cardoso, Florbela Espanca...Saramago. Porque gostava de ser como eles. Sábios e diferentes, com a angústia a pairar-lhes na cabeça. Ou talvez outra coisa que não a angústia. Algo a roçar o outro lado da lua, talvez.

São especiais. Génios à sua maneira. O humor, a crua realidade, a lírica das suas palavras. Queria ser como eles.

Vou-vos deixar com uma das minhas músicas preferidas. Vão perceber porquê.

...

somos a fachada
de uma coisa morta
e a vida como que a bater à nossa
porta
quando formos velhos
se um dia formos velhos
quem irá querer saber quem tinha razão
de olhos na falésia
espera pelo vento
ele dá-te a direcção

ninguém é quem queria ser
eu queria ser ninguém

a idade é oca e não pode ser motivo
estás a ver o mundo feito um velho
arquivo
eu caminho e canto pela estrada fora
e o que era mentira pode ser verdade
agora
se o cifrão sustenta a química da vida
porque tens ainda medo de morrer
faltará dinheiro
faltará cultura
faltará procura dentro do teu ser

ninguém é quem queria ser
eu queria ser ninguém

diz-me se ainda esperas encontrar o
sentido
mesmo sendo avesso a vê-lo em ti
vestido
não tens de olhar sem gosto
nem de gostar sem ver
ninguém é quem queria ser

ninguém é quem queria ser
eu queria ser ninguém

Ninguém É Quem Queria Ser por Manuel Cruz

P.S. Visitem o site do artista para ouvirem as músicas aqui (garanto que não se vão arrepender). As letras podem ver lá também, mas para uma lista mais completa voir ici.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

tinta vectorizada

Surgiu-me uma ideia enquanto navegava pelo site da Magnum (não é o dos gelados, seus gulosos), quando me surgiu uma fantástica(?) ideia:

Vou começar a ilustrar os meus poemas e também a criar outros, que já estou há muito tempo sem escrever...

Por hoje é só isto. :)

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Um livro nunca é apenas um livro

Um livro pode realmente mudar a vida de alguém. Por um feliz acaso, o livro "Amanhã à Mesma Hora" de Leonor Sousa chamou-me à atenção na lista imensa disponível no site do BookCrossing.

Quando recebi o livro em casa e me deparei com o subtítulo (“Diário de uma Stripper Portuguesa”) confesso que fiquei admirada e com uma certa vergonha de que lá em casa se dessem conta do tipo de livro que eu tinha escolhido para ler. Por outro lado, estava ansiosa por começar a leitura e ver o que iria sair de um título tão promissor.

Quando faço uma auto-crítica costumo salientar que sou uma pessoa sem preconceitos e sem tabus, aceitando todos os tipos, formas e estilos de vida/ser. Se realizar uma análise mais profunda verei que é mentira e isso denota-se pelas minhas reacções (como a do livro foi exemplo) e pela maneira como, às vezes, comunico.

Talvez tente ser uma pessoa justa e afastar sempre que possa “ideias pré-formadas”. Nem sempre me lembro e, quando me lembro, nem sempre consigo fazê-lo.

Como muita gente, associei a palavra “stripper” a algo negativo e reprovável, porém, ao mesmo tempo, aliciante e sedutor. Talvez até proibido ou com uma certa dose de pecado. Apesar de não ser católica (na verdade fui baptizada, mas isso não é algo que tenha escolhido, certo?), é-o a nossa sociedade, pelo que existem sempre certas crenças/sentimentos/entre outros que se alojam no nosso inconsciente e nos fazem ser alguém que poderemos não gostar de ser.

Ainda não acabei de ler o livro, ainda falta um bocadinho, mas tive curiosidade e fui pesquisar como com todos os livros que leio, ou pelo menos aqueles que mais me chamam à atenção. Gosto de adquirir mais informações do que aquelas presentes no conteúdo do que leio. Seja sobre o autor(a) ou de certos aspectos abordados por este(a).

O factor humorístico ajudou imenso no confronto entre as ideias descritas nas páginas e o meu próprio modo de pensar. Passei a admirar a coragem de Leonor, depois de saber de que estava próximo da história auto-biográfica; descoberta que foi feita durante a minha pesquisa : o primeiro site que o Google forneceu reencaminhou-me para o blogue da escritora.

Comecei a lê-lo e à medida que ia conhecendo melhor a autora mais a admirava. Olhei para mim e vi que há muita coisa que ainda tenho que melhorar na minha personalidade, assim como na minha cultura. Ainda não sou a mulher que eu acho ser a ideal, isso é grave. Já tenho 25 anos, não sou nenhuma adolescente que anda por aí aos encontrões sem saber o que há-de fazer da vida. Eu ainda ando aos encontrões, tenho de mudar isso.

O livro fez-me re-auto-avaliar-me (ai, tantos hífenes na mesma palavra...) de tal forma que cedi ao impulso de escrever à autora, através do «correio electrónico» fornecido no seu blogue. As palavras dirigidas a Leonor foram, mais ou menos, as que vocês leram.

A sua partilha de experiências ajudou-me a abrir a mente e a pensar melhor nas minhas escolhas e na pessoa que quero ser. Espero não esquecer as lições que este livro traz dentro de si e poder dizer, um dia mais tarde, que mudou a minha vida, não sendo apenas uma vontade temporária.

Mais uma vez, obrigada Leonor!

P.S. Afinal é "email" ou "e-mail"? O corrector ortográfico anda a confundir-me, eu sempre escrevi e-mail! Vou passar a usar o termo "correio electrónico"...

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