segunda-feira, 31 de maio de 2010

Bairro da Bouça: a diferença de um design

Olá!

Finalmente chegaram as férias e eu posso dedicar mais tempo a este meu espaçinho (esperem reformulações). Porém, hoje quero mostrar-vos algo mais "profissional": a »reportagem« (cliquem para ver) que realizei para o meu estágio de imprensa e da qual tenho muito orgulho - especialmente do infográfico.

A reportagem incide-se no projecto do Bairro da Bouça, no Porto, do qual Siza Vieira fez parte. O ângulo de abordagem foi o design do empreendimento, visto que se destaca dos demais bairros. Como poderão ler, o Bairro da Bouça não é um bairro qualquer...

Os meus agradecimentos vão para Mara Cruz, João Marques Franco e Adriano Martins pelas entrevistas e às professoras Nair Silva e Teresa Reis pelo apoio nesta jornada.

Slide-show:


Enjoy&comment. :)

P.S. Não deixem de ver o documentário "Paredes Meias", de Pedro Mesquita, sobre este mesmo projecto.

P.S. 2 As fotos da maquete não são as do Bairro, mas de um outro projecto.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

copia-me!

Há um certo orgulho no “corta e cola”. Ele reside na superioridade da rapidez, na falta de esforço. Naquela boa nota sem brilhantismo nenhum.

O CTRL (C+V), tão inocente, confia na cegueira de quem o lê. Infelizmente, o corte não é feito apenas no texto...

Inspirarmo-nos nos outros para criar a nossa própria identidade é inevitável. Só assim se cresce. Absorvemos um conjunto de características e adequamo-las à nossa unicidade: isso é a descoberta do que nos identifica.

A plena absorção (sem qualquer mudança) é algo mais do que a entrega daquilo que (não) somos. É também renúncia. Falta de confiança.

Aos quatro cliques do plágio não se poderá chamar de pesquisa. Falta-lhe o método, a ética, a autenticidade. Estes macaquinhos (ou muletas) são  monótonos, ilegais e quase que omnipresentes. Muitas das vezes têm sotaque brasileiro; mas não por muito tempo: o Novo Acordo Ortográfico será a sua quinta perna.

A criatividade faz parte do espírito humano; com ela o mundo é transfigurável e adequa-se às nossas necessidades e desejos. Cortar um texto é retirar mundos ao mundo. Desculpem-me o cliché.

Todavia, os plagiadores também  sabem ser criativos! Na bibliografia, por exemplo. Em seu poder está um manto de invisibilidade com características excepcionais, esconde e revela autores à sua mercê e ainda lhes troca a identidade!

Não é surpresa, então, que se vejam recorrentemente textos impregnados de erros ortográficos e/ou gramaticais. Ou que se ouçam perguntas, digamos, pouco adequadas. Ou básicas...

O futuro preocupa-me.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

mini perfeição

Ser imperfeito é ser especial. Aí reside o Absoluto.

Ser imperfeito é ser belo. A perfeição é monótona e aborrecida. A perfeição é um fim. Eu gosto é do antes. No fim já não sou nada. O nada não existe, o nada não é belo. A imperfeição é eterna.

Os momentos percem e migram para a memória. Não deviam. Não devia existir memória. Ela desgasta os melhores momentos e embeleza aqueles que não foram assim tão bons. É demasiado imperfeita e por isso demasiado bela.

Diz-se que o Homem é imperfeito. Demorem-se nas suas curvas e adormeçam com as suas palavras, corem perante o seu olhar e derretam-se a cada gesto. Conceberiam algo ainda mais belo?

Mais belo só o amor. Em borboletas espalha-nos o sangue no espírito que adormece nos sentidos. Tudo tem aquele doce gosto da primeira vez, todos os dias. O amor só existe na perfeição imperfeita: a verdadeira perfeição. Aquela pela qual todos os dias nos apaixonamos.

terça-feira, 30 de março de 2010

goddess of love

(clicar para ver no tamanho original)
Para visualizar outras manipulações da minha autoria visitar: http://blackluna.deviantart.com/

quinta-feira, 18 de março de 2010

Se ironia fosse livro, era S. Cipriano

A máscara é a nossa identidade: o real em plasticina. Ao revelarmo-nos ao outro, escondemo-nos nas suas expectativas; por vezes até aquilo que queremos dizer é dissimulado.

A ironia é a minha massa preferida. A máscara por baixo da máscara, um desafio aos sentidos, uma busca pela enciclopédia de cada um.

Mesmo quando censura, ela é alegre e faz-nos cócegas ao cortéx. Quanto mais oculta, melhor a gargalhada: mesmo se não a percebemos!

Porém, a ironia não é aceite por toda a gente, em todas as situações: nas peles mais delicadas, ela pode ser sentida como hipocrisia ou sarcasmo.

A sua energia mais positiva é aplicada no humor. Aprova-se o proíbido e o polémico, enlevando risos como um mágico puxando lenços. No jornalismo aumenta-se o calor e o prato é servido a quente, na sua função crítica e do encite ao debate.

Ela é ainda uma criança, o seu passatempo preferido é brincar. A dos criativos também. Assim, esta figura de estilo torna-se no remédio certo para o enjôo invasivo que, por vezes, a publicidade nos consegue provocar.

O verde-ácido, também associado ao veneno, acutila-nos em vários momentos do nosso dia. Seja pela língua, seja pelos ouvidos. Umas vezes mais verde, outras um pouco mais ácida. Ora, é de constatar que a ironia tem a cor dos olhos de quem a vê.

Nícia Cruz

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