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segunda-feira, 15 de abril de 2013

reflexão sobre o amor



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via (sociedade dos poetas amigos)

O amor está em todo o lado. Músicas, filmes, literatura e... de boca em boca. Mas será que entendemos o que o amor é? Será que acreditamos no “amor puro, ilimitado e altruísta”?

Sentimento. Bioquímica. Romantismo. Hormonas, neurotransmissores, feromonas, impulsos eléctricos. Magia.  Atracção. Vida, felicidade, partilha, reconhecimento. Prazer. Liberdade. Comunidade. Poder. Colaboração. Sustentabilidade. Infinito.

Ainda tenho muitas dúvidas sobre o amor. É físico ou químico? Sentimento ou energia? Terrestre ou Universal?

Procuro dentro e fora de mim. Quebro definições, alio-me à semiótica. Mas a linguagem é limitada. O amor não. Ciência, religião, senso comum, cultura. Nenhuma me responde completamente.
E no entanto, eu sei a força que o amor tem. Como pode mudar paradigmas. Como nos pode unir e tornar mais felizes. E essa força, que toda a gente procura, não está noutro síto senão dentro de nós mesmos.

O amor gera a vida. E o amor muda vidas. Amar é também sonhar. É subir, e descer, todas as escadas para alcançar esse sonho. É cicatrizar feridas e começar de novo. Amar é sentir-se em casa. É ter todo o universo como tua casa.

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quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

O eu pelo tu

via Pinterest

Acabei recentemente de ler o primeiro volume do diário de Anaïs Nin. Tirando Isabel Allende, não há muitas mais escritoras que me inspirem. O meu Moleskine está agora cheio de citações e notas. E de palavras soltas para uma pesquisa mais profunda.

Eu poderia ser Anaïs. Por pouco partilharíamos o mesmo nome. Não tendo essa sorte, fiquei com o seu amor pela vida, a sua personalidade sonhadora, o anseio por ser vários eus. O sentimentalismo e a sensibilidade. A alegria de escrever, o lirismo. O paradoxo. O medo da sua verdadeira natureza não ser compreendida. O amor pelo amor.

E por isso cá estou eu outra vez:

O frio arrepia toda a casa. Nem a caneca de chocolate quente a consegue aquecer. Não há aquecedores nem tem lareira. A crise económica já atacou os corpos da população. A alma, essa nunca foi livre.

Entre o comprar e o deitar fora ficou a dívida que durará uma vida a ser paga. Todos se adornam, pensando que beleza é felicidade ou que esta se embrulha em papéis dourados, brilhantes, árduos de encontrar.

Tal como a avestruz, o povo meteu a cabeça dentro da televisão. Sentiu-se tão confortável que de lá já não consegue sair. Prometeram-lhe fama, felicidade instantânea. Tão instantâneo como o chocolate que estava a beber. Quando o que eles querem dizer é ‘prazer fragmentado’. Breve. Inestimável. Mas só porque não tem valor algum.

Sexo, mentiras e música pimba. Corpos perfeitos em mentes pútridas. 0% de pensamento crítico.

Eles lá sabem o que é a felicidade. Não vem em barras luzidias nem em embalagens ultracongeladas. Não vem sequer em livros, mas mesmo que viesse ninguém os leria. Eles lá sabem o que é a felicidade porque desconhecem o amor.

Andam todos à procura de adrenalina, do sabor do momento, das sensações arrebatadoras. Mas o amor não é o coração palpitante, não são as borboletas no estômago, nem súbita sensação de calor. Amor não é fisicalidade.

Amar é compreender a vida. É entregar-se à vida. É deixar de ser humano para se ser natureza. É deixar o um para se ser o todos. Amar é aprender a morrer.


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sábado, 20 de novembro de 2010

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