Quem sabe?
O que é um pingo d'areia?...
Quem sabe?
Se é o brilhar d'uma teia?...
Sinto-me estancar, uma onda!...
A palavra que não sei...
Será curta, será longa?
Um impossível sem lei (?)...
Quem sabe?
Um aroma perdido?
Em sulcos acizentados...
Ou um texto...intensamente lido!...
(Quem sabe?)
Sei...vejo o seu fulgor!
Violentamente breve,
Anjo eclipsador...
Um dia lunar, um beijo de neve...
Quem sabe?
O sopro de um abraço?
Quem sabe?
Da eternidade, um pedaço?
O tule de olhares...
Quem sabe?
O labiar de um sorriso!...
"Seres" e "Estares",
Ouvido rude ou paladar liso...
Quem não sabe?
Se ele é nosso?
Se vem e acompanha...
Todo o nosso troço!
Sim, são momentos!
Os instantes da vida!
Solários ou tormentos
Ostentanto sua medida.
Agarramos ou escondemos,
Estacamos ou voamos...
Lembramos ou esquecemos,
Imaginamos ou criamos!...
Mas...
Quem sabe?
O que é...
Um momento???
Maio 2006
segunda-feira, 29 de outubro de 2007
domingo, 28 de outubro de 2007
contradições
Um cubo firme.
Opaco, irregular
Metamorfose sublime!
Arrepio ao se tocar...
Objecto ignóbil
De imponente dureza
Numa luz vil
Encontrar-se-á sua fraqueza.
Derrete-se em consistência
Quando numa mão carregado:
A eterna veemência
De um liquido cristalizado.
Abaixo de um zero
Reside a sua existência
Reflectindo o mero
Colidir da importância!
Caracteriza a morte
Prende-nos nas suas garras!
Sentimento rude, forte
Faz-nos amar suas amarras...
Sorrimos na sua presença...
Pensamos encontrar a vida!
Na alegria inocente
De uma molécula escondida...
Indícios de dois elementos
Que procuramos sem cessar
Confrontando oceanos e ventos
Num mais alto patamar
Vida, que cais do céu
E te originas no mar,
Cobres-nos com teu véu
De conforto glaciar!...
Proteje e guarda!
Imobiliza e refresca...
A transparência é a farda
Do predador e da presa!...
Silencioso...e aterrador!
Catastrófico!
E fascinante...
Um bem admirador
Mas um mal agonizante...
Ser essencial
A uma vida terrena
Cresce, sendo fatal,
Como perdedor na arena...
Beleza comovente...
Em arte imortalizada!...
Num sangue dormente
De energia quebrada!
Remói-se e atira,
Envolve escondendo...
Força inibida
Num tempo pendente!...
Fica! Adormece...
Em braços de horror
Mata! esquece...
Tua alma de dor!...
Setembro 2004
Opaco, irregular
Metamorfose sublime!
Arrepio ao se tocar...
Objecto ignóbil
De imponente dureza
Numa luz vil
Encontrar-se-á sua fraqueza.
Derrete-se em consistência
Quando numa mão carregado:
A eterna veemência
De um liquido cristalizado.
Abaixo de um zero
Reside a sua existência
Reflectindo o mero
Colidir da importância!
Caracteriza a morte
Prende-nos nas suas garras!
Sentimento rude, forte
Faz-nos amar suas amarras...
Sorrimos na sua presença...
Pensamos encontrar a vida!
Na alegria inocente
De uma molécula escondida...
Indícios de dois elementos
Que procuramos sem cessar
Confrontando oceanos e ventos
Num mais alto patamar
Vida, que cais do céu
E te originas no mar,
Cobres-nos com teu véu
De conforto glaciar!...
Proteje e guarda!
Imobiliza e refresca...
A transparência é a farda
Do predador e da presa!...
Silencioso...e aterrador!
Catastrófico!
E fascinante...
Um bem admirador
Mas um mal agonizante...
Ser essencial
A uma vida terrena
Cresce, sendo fatal,
Como perdedor na arena...
Beleza comovente...
Em arte imortalizada!...
Num sangue dormente
De energia quebrada!
Remói-se e atira,
Envolve escondendo...
Força inibida
Num tempo pendente!...
Fica! Adormece...
Em braços de horror
Mata! esquece...
Tua alma de dor!...
Setembro 2004
sábado, 27 de outubro de 2007
diálogos
O brilho.
Um som.
O estrilho.
Um palpitar de coração.
Tocou-lhe,
Objecto fino e delgado,
Paralisou-a
Num olhar assustado.
Um sorriso escarnecedor
Uma carícia em sua face
Um sentimento enojador
Um homem pobre, sem classe
E num rápido movimento
Executou a sua acção
Matou vida e pensamento
Sem dó nem emoção
Um corpo cai desamparado
Toca, sem sentir, o chão
Um inocente mal-amado
Conheceu o ódio de um 'Não'
Uma pergunta ameaçadora.
Uma resposta inacertada.
Uma morte aterrorizadora
Uma vida de nada...
Agosto 2004
Um som.
O estrilho.
Um palpitar de coração.
Tocou-lhe,
Objecto fino e delgado,
Paralisou-a
Num olhar assustado.
Um sorriso escarnecedor
Uma carícia em sua face
Um sentimento enojador
Um homem pobre, sem classe
E num rápido movimento
Executou a sua acção
Matou vida e pensamento
Sem dó nem emoção
Um corpo cai desamparado
Toca, sem sentir, o chão
Um inocente mal-amado
Conheceu o ódio de um 'Não'
Uma pergunta ameaçadora.
Uma resposta inacertada.
Uma morte aterrorizadora
Uma vida de nada...
Agosto 2004
quarta-feira, 24 de outubro de 2007
cortes
Pensava serem facadas
Que a feriam e matavam
Mas eram colheres preocupadas
Que a protegiam...e amavam!
Pensava serem o mural
Que a afastavam da felicidade:
Só era o medo capital
De uma vida de leviandade!
Pensava!
Mas nunca foi...
Não gostava de o saber.
A verdade às vezes dói,
É difícil de reconhecer...
Ela, o cortante objecto
Por suas mãos se fazia sofrer,
Ela: o mural sem afecto
Onde se resignava esconder!...
Culpada, não queria acreditar...
Sofrida: assim não poderia ser!
Calada. Silêncio com voz de matar...
Ressequida! Na pele que há-de morrer!...
Agosto 2004
Que a feriam e matavam
Mas eram colheres preocupadas
Que a protegiam...e amavam!
Pensava serem o mural
Que a afastavam da felicidade:
Só era o medo capital
De uma vida de leviandade!
Pensava!
Mas nunca foi...
Não gostava de o saber.
A verdade às vezes dói,
É difícil de reconhecer...
Ela, o cortante objecto
Por suas mãos se fazia sofrer,
Ela: o mural sem afecto
Onde se resignava esconder!...
Culpada, não queria acreditar...
Sofrida: assim não poderia ser!
Calada. Silêncio com voz de matar...
Ressequida! Na pele que há-de morrer!...
Agosto 2004
terça-feira, 23 de outubro de 2007
seres do amanhã
Piam em facadas
Que os fazem renascer.
Assobiam em pegadas
Que o caminho teima em escurecer...
Farejam almas perdidas
Na loucura de um corpo são.
Arrepiam chamas vivas
Em mistérios de podridão!
Sonham em dias de Ontem,
No crepúsculo do Amanhã.
Soltam-nos para que voltem
E novamente pertençam ao clã.
Seres que nada são,
Seres que nada têm.
Seres que nunca vão,
Seres que sempre vêem!...
Agosto 2004
Que os fazem renascer.
Assobiam em pegadas
Que o caminho teima em escurecer...
Farejam almas perdidas
Na loucura de um corpo são.
Arrepiam chamas vivas
Em mistérios de podridão!
Sonham em dias de Ontem,
No crepúsculo do Amanhã.
Soltam-nos para que voltem
E novamente pertençam ao clã.
Seres que nada são,
Seres que nada têm.
Seres que nunca vão,
Seres que sempre vêem!...
Agosto 2004
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