Depois de saber que os Lord of the Dance vêm ao Porto (oportunidade que não irei perder) pus-me a ouvir músicas celtas. Até que cheguei a esta relíquia:
Todo o album é majestoso, mas esta foi a que ficou no coração.
sábado, 11 de setembro de 2010
Página #2
Nota: 5 de 5 estrelas (18 em 20)
A Imortalidade de Milan Kundera é um livro de reflexão sobre a morte, sobre a nossa noção de morte. Mas também sobre Deus e a Criação, a vida, o amor e o sexo. A Imortalidade fala-nos essencialmente sobre o ser humano, obrigando-nos a meditar sobre as nossas acções e o olhar que deitamos ao mundo. Já por isso a dimensão dos capítulos é muito curta, incitando às questões, ao tomar de notas...
A narrativa destaca-se das demais histórias: há um diálogo com o leitor, uma intimidade partilhada através de pedaços descritos da realidade do autor/narrador. E as histórias das personagens são a história dele. E a história de outros livros e deste mundo também. Devido a esta característica fez-me lembrar Gaardner n'O Mundo de Sofia.
É um livro que nos acompanha mesmo depois de a leitura estar terminada e que nos chama para uma outra, podendo responder assim às contínuas questões que vamos formulando.
Estas foram as minhas reflexões: Porque se diz "depois da morte" e não "durante a morte"? A morte não é um verbo, é um estado (tal como a vida). A morte é eterna, depois da morte não há nada.
Odiar alguém pode ser considerado traição? Termos algo em comum com alguém aproxima-nos necessariamente dessa pessoa, mais ainda do que com outra em que isso não acontece?
Ao tornarmos algo sagrado não o estaremos a destruir? Ao afastarmos de nós o que mais gostamos, não estaremos a tirar valor a essa pessoa ou objecto? Será que os tornamos sagrados por amor ou por medo?
Agora, aos poucos, vou-me tentando responder.
View all my reviews
Outras informações:
Data de Publicação: Maio de 1999 (3ª edição)
Editora: Publicações Dom Quixote
Tradução: Miguel Serras Pereira
ISBN: 972-20-0804-8
Data de Leitura: 09 de Setembro de 2010
Aquisição: Biblioteca Municipal Almeida Garret
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
Colagens #1
Always on my heart_wallpaper by ~BlackLuna on deviantART
Always on my heart_wallpaper 2 by ~BlackLuna on deviantART
Qual é que gostam mais? (Para verem em boa resolução cliquem nas imagens)
terça-feira, 31 de agosto de 2010
Página #1
Nota: 5 de 5 estrelas (18 em 20)
O Afinador de Pianos é muito mais do que a história da afinação de um piano. É a história de um país e de uma guerra, é uma história sobre sonhos, aventuras e emoções, sobre a descoberta do self, sobre a música que há em todos nós.
Há muito tempo que não lia um livro tão surpreendente e cativante. O Afinador de Pianos está repleto de bons momentos que contrastam com instantes arrepiantes: temos suspense, humor, sensualidade, poesia, mistério e morbidade.
As descrições são longas, mas não maçantes: elas ajudam-nos a envolver-nos na história, a visualizá-la e a compreender melhor o que se passa em volta das personagens. Existe uma extrema beleza nas descrições, seja num gesto ou numa paisagem.
A sensualidade que atrás referi não está aliada a nenhum tipo de erotismo, é puramente emotiva. Os momentos mórbidos são poucos, mas necessários: fazem parte de todas as culturas.
O rumo do livro muda constantemente; como já disse, as informações mais importantes são-nos dadas nos momentos mais inesperados, a frio e sem mais nenhuma explicação. O desenrolar da história será a única a matar a curiosidade. As personagens principais são fictícias, todavia há outras, bem como a descrição da cultura, geografia e a maior parte dos acontecimentos, que são baseadas em factos verídicos.
O final da história é a maior de todas as surpresas, deixando tudo o que foi dito para trás em aberto. O leitor decidirá em que versão da história quer acreditar.
A metáfora da música como instrumento para a paz é a mais bela das ideias transmitida pelo livro. Poderia desenvolver mais esta ideia, mas correria o risco de revelar mais sobre o livro do que seria suposto e este perderia toda a sua aura.
Quem quiser viajar para conhecer não só uma outra cultura, mas também novos sentimentos e ideias deverá apanhar o vapor que leva Mr. Drake (uma excelente companhia) às magnifícas terras Shan.
Com este livro aprendi que todos nós somos como Mr. Drake e o seu Erard: guardamos uma música dentro de nós, que nos define e, porém, temos de estar constantemente a afiná-la. Aprendi que nem sempre conseguimos separar os nossos sonhos da realidade (e que não vale a pena fazê-lo, ito é, separá-los) e que a melhor viagem é a aquela onde nos ficamos a conhecer um pouco melhor.
View all my reviews
Outras informações:
Data de Publicação: Novembro 2003 (1ª edição)
Editora: ASA
ISBN: 972 - 41 - 3572 - 1
Data de Leitura: 30 Agosto 2010
Aquisição: Biblioteca Almeida Garret
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Subscrever:
Mensagens (Atom)